O Papa Leão XIV foi recebido com honras de Estado, na tarde de sábado, 18 de Abril, em Luanda, dando início à sua visita pastoral de quatro dias ao país.
À sua chegada ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o líder da Igreja Católica Romana foi recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, acompanhado da Primeira-Dama, Ana Dias Lourenço.
O Papa foi alvo de honras militares, tendo sido disparadas 21 salvas de canhão enquanto eram executados os hinos nacionais dos dois Estados.
Na sequência, cumprimentou membros do Executivo angolano e apresentou os integrantes da delegação que o acompanha nesta viagem apostólica.
Os dois líderes dirigiram-se depois para uma sala protocolar no aeroporto, onde trocaram breves impressões.
Em seguida, o Papa deslocou-se à Cidade Alta, no papamóvel, acompanhado pelo núncio apostólico em Angola, Kryspin Dubiel, para um encontro oficial com o Chefe de Estado.
Durante o trajecto pelas principais artérias da cidade de Luanda, foi calorosamente ovacionado pela multidão, à qual acenava em gesto de proximidade e carinho.
No Palácio Presidencial, os dois líderes pousaram para uma fotografia oficial no hall e, no Salão Nobre, procederam à troca de lembranças, gesto que reafirma os laços de amizade e estima entre Angola e a Santa Sé.
Como oferta, Angola presenteou o Santo Padre com uma escultura em madeira do artista João Domingos Mabuaca, conhecido por “Mayembe”, peça que simboliza a comunhão entre Estado, cultura e religião.
A obra, reafirma Angola como nação que encontra na fé cristã a consolidação da sua identidade e na arte a expressão sublime da sua alma colectiva.
Por sua vez, o Papa retribuiu com uma medalha do Vaticano.
Depois de deixar o Palácio, no percurso até ao Salão Protocolar da Presidência da República, onde decorreu o encontro com o Corpo Diplomático residente em Angola, membros da sociedade civil e religiosos, repetiu-se o cenário de grande afluência popular, com multidões ansiosas por ver e saudar o Sumo Pontífice.
A moldura humana tomou conta das vias por onde passava o papamóvel, num ambiente marcado por aplausos e acenos.
Já no Salão Protocolar, antes do discurso do Presidente da República, o Santo Padre assistiu à interpretação do clássico do cancioneiro angolano “Muxima”, pelo músico Carlitos Vieira Dias, acompanhado por Mister Kim, Joãozinho Morgado, Beth, Raquel e Jorge Mulumba.
No final do encontro, o presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), José Manuel Imbamba, considerou que as mensagens tanto do Chefe de Estado como do Papa foram “muito fortes”, sublinhando a necessidade de colocá-las em prática com qualidade de inteligência, trabalho e estudo, para alcançar o desenvolvimento almejado por todos.
A visita, que assinala a primeira deslocação de Leão XIV ao continente africano, começou no dia 13 deste mês na Argélia, seguiu para os Camarões, de onde veio a Angola, ficando até terça-feira.
Além de Luanda, desloca-se às províncias do Icolo e Bengo e Lunda-Sul, antes de viajar à Guiné Equatorial.
Antes de Leão XIV, já tinham visitado Angola os papas João Paulo II e Bento XVI, ambos já falecidos.
O primeiro fê-lo de 4 a 11 de Junho de 1992, ao passo que o segundo esteve em Angola de 20 a 23 de Março de 2009.