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Governo 30-03-2026
CORPO DIPLOMÁTICO AFRICANO ACREDITADO EM CAMBERRA, SAÚDA O NOVO DINAMISMO NAS RELAÇÕES ENTRE A AUSTRÁLIA E ÁFRICA

REUNIÃO ORGANIZADA PELA EMBAIXADA DE ANGOLA, TRAÇA METAS PARA AS PRÓXIMAS ETAPAS DE COOPERAÇÃO

Com o objectivo de analisar os desenvolvimentos em matéria de Cooperação bilateral, Austrália/ África,
registados no primeiro trimestre do corrente ano de 2026, a Embaixada de Angola na Comunidade da Austrália, organizou em Camberra, uma Reunião do Grupo de Embaixadores Africanos acreditados na Comunidade da Austrália, para uma ampla reflexão sobre os vários assuntos em agenda, referentes à esta importante cooperação.

Foi anfitrião do evento, o Chefe desta Missão Diplomática, Embaixador António Luvualu de Carvalho, que se fez acompanhar da Conselheiro Diplomático, Maria de Lourdes Freitas, responsável pelo Sector Consular, e participaram da Reunião, as Embaixadas africanas acreditadas na Comunidade da Austrália, designadamente, Angola, África do Sul, Argélia, Botswana, Egipto, Etiópia, Ghana, Kenia, Líbia, Ilhas Maurícias, Marrocos, Nigéria, Uganda, Zâmbia e Zimbabué.

Como resultado deste encontro de trabalho, as Embaixadas africanas, saudaram o novo dinamismo que se tem registado nas relações entre a Austrália e o Continente Africano, assente em um maior engajamento directo das autoridades australianas, com as autoridades africanas, assim como pelo gesto salutar recentemente demonstrado, para a revisão da Estrategia da Política Externa da Austrália para África, com uma perspectiva positiva, de melhorar os actuais níveis de cooperação.

No que diz respeito à Estrategia de Cooperação da Austrália para o Continente Africano, no dia 6 do corrente mês de Março, o Parlamento Australiano, realizou uma audição pública, onde cada país Africano Acreditado na Austrália, teve a oportunidade de apresentar o seu ponto de vista, sobre o estado actual da Cooperação bilateral entre o seu respectivo país e a Comunidade da Austrália, e o que achava que poderia ser feito, para haver uma melhoria na Cooperação.
Este gesto, foi particularmente saudado e louvado pelos Chefes de Missão Diplomática africanos, uma vez que foi a primeira vez desde 2017, que a Comunidade da Austrália, procedeu à uma avaliação da sua política de Cooperação bilateral com os países africanos.

Para esta audição, do Parlamento Australiano, que tem como objectivo Reforçar as Relações Comerciais e Investmentos da Austrália com África, realizada pelo Comité Conjunto sobre Negócios Estrangeiros, Defesa e Comércio, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Austrália, apresentou igualmente o seu próprio relatório, onde destacou 3 aspectos fundamentais, baseados na anterior estratégia de 2017, sob os quais os países podem trabalhar, para melhorar esta Cooperação trans-continental.

No que diz respeito à cooperação bilateral, a Austrália considera que os países africanos encontram-se em diferentes fases de desenvolvimento económico, com sistemas políticos e culturais diversos, para além de desafios e oportunidades variadas.

Por este facto, o seu Ministério dos Negócios Estrangeiros, submeteu ao Parlamento local, um relatório, onde
apresenta o panorama das relações comerciais e de investimento da Austrália com os 54 países africanos que o país reconhece diplomaticamente, do qual, destacam-se os 3 elementos relevantes para um barómetro da cooperação:

- As relações comerciais e de investimento da Austrália com o continente Africano, continuam concentradas principalmente nos investimentos em um único sector: a mineração e os recursos extractivos.

Por altura do relatório de 2017, mais de 170 empresas de recursos naturais cotadas na principal bolsa de valores da Austrália, ASX, operavam em 35 países africanos, com investimentos superiores a 40 mil milhões de dólares australianos.

A mineração, equipamentos, tecnologias e serviços para a mineração (METS) dominam o comércio bilateral, enquanto o comércio e o investimento australianos em sectores não extrativos, não atingem os mesmos níveis;

- O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Austrália, considera que existem oportunidades significativas ainda inexploradas para além da actividade do sector mineiro.

O rápido crescimento populacional, a urbanização e a criação da Zona de Comércio Livre Africano,
apresentaram oportunidades para o aumento do comércio e do investimento, especialmente nos setores da educação, agronegócio, energia renovável, infraestruturas e tecnologia, áreas
onde a expertise australiana, confere ao país, uma vantagem competitiva;

- Do ponto de vista australiano, ainda existem barreiras à expansão sustentável dos laços comerciais e de investimento com certas regiões do continente africano, persistindo desafios, que incluem incertezas na governação e na regulamentação, riscos de segurança, infraestruturas deficientes, baixo nível de conhecimento sobre África existente na Austrália e atrasos no processamento de vistos.

Estes são os vectores fundamentais, do documento submetido pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da Austrália, ao Parlamento do país, onde é descrito o estado actual das relações comerciais e de investimento com o Continente Africano, e são identificadas as principais barreiras ao comércio, detalhando-se as oportunidades futuras e apresentado-se recomendações, que tem como objectivo, "reforçar ainda mais os laços comerciais e de investimento com África", destaca o documento.

As Missões Diplomáticas africanas, destacaram de forma positiva esta revisão da Estrategia de Cooperação da Austrália com os países africanos à título individual, e acreditam que desta forma, cada país, poderá melhor identificar, em que aspectos se poderá melhorar o estado actual da Cooperação bilateral.

Da agenda do encontro, fizeram igualmente parte, a análise de questões diversas, ligadas às actividades a serem desenvolvidas pelo Grupo de Embaixadores Africanos acreditados na Comunidade da Austrália, como os preparativos para a celebração do 25 de Maio, Dia de África, e a participação de Delegações vindas de África, para participar nas edições deste ano, das Conferências sobre Mineração africana a serem realizadas na Austrália, designadamente, o Africa Down Under, a ter lugar na Cidade de Perth, na primeira semana do mês de Setembro, e a International Mining and Resources Conference + Expo (IMARC), na última semana do mês de Outubro do ano em curso, na Cidade de Sydney.

EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA COMUNIDADE DA AUSTRÁLIA, em Camberra, aos 30 de Março de 2026.

Fonte: EMBAIXADA DA REPÚBLICA DE ANGOLA NA COMUNIDADE DA AUSTRÁLIA
Governo 29-03-2026
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO CONCLUI MANDATO NA OEACP

DISCURSO RELEMBRA FEITOS, TRANSFERE LIDERANÇA E MANIFESTA PREOCUPAÇÃO COM AMEAÇA À PAZ MUNDIAL

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, finalizou formalmente este sábado, 28 de Março de 2026, o seu mandato à frente da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, passando a presidência rotativa para o Presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

Malabo, a capital equato guineense, testemunhou ao fim da manhã de hoje o momento da transição na liderança, num acto marcado por discursos de várias personalidades relevantes da política global, como o líder timorense José Ramos Horta e o Secretário Geral da ONU, António Guterres, alguns feitos presencialmente, outros por meio de vídeos à distância.

DISCURSO DO PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO

O Presidente da República de Angola, João Lourenço, proferiu em Malabo um discurso a marcar o fim do seu mandato à frente da OEACP, ocasião que aproveitou para alertar para os perigos que a Humanidade hoje enfrenta, porque “o mundo se transformou numa selva onde qualquer superpotência evoca um direito inexistente à luz do Direito Internacional, o do ataque preventivo, suportado apenas na presunção de que alguém se está a preparar para me atacar e destruir”.

O discurso em versão integral:

Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial,

- Suas Excelências Chefes de Estado e de Governo,

- Suas Excelências Senhores Ministros,

- Sua Excelência Senhor Secretário-Geral da OEACP,

- Excelentíssimos Senhores Membros do Comité dos Embaixadores,

- Distintos Delegados,

- Minhas Senhoras, Meus Senhores,

Permitam-me que saúde Vossas Excelências nesta bela cidade de Malabo, palco da 11.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico, que se debruçará sobre a nossa ambição colectiva de trabalharmos juntos em prol de uma OEACP renovada, inserida num mundo em permanente mutação.

Gostaria de expressar, em nome da delegação que me acompanha e no meu próprio, os nossos agradecimentos à República da Guiné Equatorial pela hospitalidade fraterna e pela organização exemplar desta Cimeira, que assinala um momento de renovação e reafirmação estratégica da nossa Organização.

Excelências,

A nossa Organização atravessou um dos períodos mais desafiantes da sua existência, numa altura em que, diante de um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, crises económicas, alterações climáticas e conflitos regionais, fomos chamados a demonstrar responsabilidade, coesão e visão estratégica para buscar soluções para as múltiplas dificuldades internas que ameaçavam o bom desempenho da OEACP.

No ano de 2022, durante a 10.ª Cimeira de Luanda, quando a República de Angola assumiu a Presidência rotativa da OEACP, enfrentávamos uma situação em que lidávamos ainda com as consequências da COVID-19, que afectaram seriamente a vida interna de cada um dos nossos países, a economia global, a mobilidade internacional, bem como fragilizaram os sistemas institucionais e impuseram severas restrições às capacidades financeiras dos Estados-membros e da própria Organização.

Era um contexto excepcional, que dificultou a plena execução das prioridades definidas, mas que, apesar disso, não comprometeu a nossa determinação, o sentido do dever e o espírito de diálogo com os quais a República de Angola exerceu a sua presidência, tendo sempre em mente a preocupação com as reformas institucionais, bem como com a preservação da coesão interna e com a sustentabilidade financeira da Organização.

No exercício do nosso mandato, conseguimos renovar e aprofundar a parceria estratégica da OEACP com a União Europeia, o que se materializou com a assinatura do Acordo de Samoa, que entrou rapidamente em vigor e possibilitou a realização, em Luanda, da primeira Assembleia Parlamentar Paritária entre as duas organizações.
Esse grande passo contribuiu, de forma bastante notável, para a evolução das nossas relações, assentes no respeito mútuo, na responsabilidade comum e numa ambição estratégica convergente.

Foi possível igualmente redefinir o modelo de cooperação bilateral, no sentido de torná-lo mais capaz de produzir resultados concretos e mensuráveis para os nossos cidadãos, num contexto em que realçamos como prioridade a aposta na juventude.

Compreendemos que o envolvimento da juventude vai assegurar a transformação sustentável das nossas economias e responder de forma equilibrada aos desafios climáticos e energéticos que o mundo enfrenta, principalmente nos dias de hoje, face aos graves acontecimentos que assolam o nosso planeta.

Decidimos abandonar o modelo de parceria assistencial do passado e estabelecemos as bases para uma parceria estratégica entre regiões que partilham responsabilidades globais e objectivos comuns, de modo a dar consistência ao princípio fundamental de um multilateralismo mais equilibrado e dinâmico, pelo qual o mundo se deve reger para se prevenirem os conflitos que grassam um pouco por toda a parte.

Estamos, por isso, diante de uma nova etapa na cooperação com a União Europeia, cientes de que esta boa fase exige a implementação rigorosa das nossas decisões e o seu acompanhamento permanente, para que os compromissos assumidos se traduzam em benefícios para todos os nossos países e povos.

Excelências,

No decurso do mandato que hoje finda e no âmbito das reformas que foram sendo implementadas, foi possível promover a institucionalização da Troika e torná-la efectiva, por forma a que se pudesse assegurar a participação política ao mais alto nível na reflexão e tomadas de decisão a respeito dos temas de interesse mais sensíveis da nossa Organização.

Gostaria de recordar que foi nesse âmbito que abordámos o problema do Haiti e tomámos uma posição comum sobre a grave crise constitucional que prevalece nesse país-irmão, plasmada na Declaração sobre a Situação Política e de Segurança no Haiti, no âmbito da qual reconhecemos e elogiamos os contributos concretos de vários Estados-membros da OEACP para a Missão Multinacional de Apoio à Segurança, incluindo os esforços de liderança e fornecimento de pessoal e recursos.

Trata-se aqui da manifestação da nossa solidariedade expressa em actos concretos, mas, apesar disso, não posso deixar de apelar a um envolvimento contínuo do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas, bem como a um apoio internacional mais alargado, para que se consiga garantir uma maior eficácia e sustentabilidade da missão.

A Troika revelou-se um órgão ágil, prático e funcional, tendo, por isso, ficado demonstrada a pertinência da sua institucionalização, que se vem revelando cada vez mais útil, como tivemos a oportunidade de constatar na Cimeira Conjunta que mantivemos entre este órgão e os Chefes de Estado Membros do Bureau.

Nessa Cimeira, reconhecendo a necessidade de se diversificarem as fontes de financiamento e reduzir a vulnerabilidade financeira estrutural, foi instituída a função de Campeão da OEACP para a Mobilização de Recursos Financeiros, assumida actualmente por Sua Majestade o Rei Mswati III do Reino do Eswatini, a quem expresso o meu grande apreço por ter aceitado liderar esta tão importante missão.

Excelências,

Creio que nos podemos regozijar com o facto de ter sido possível darmos passos firmes e decisivos no sentido da modernização da estrutura institucional da nossa Organização, adoptando medidas que garantem o funcionamento regular e estável do Secretariado da OEACP, neste momento liderado pelo Senhor Moussa Saleh Batraki, o novo Secretário-Geral eleito num processo democrático transparente, sob cuja gestão foi possível reforçar a disciplina financeira, a governação e a prestação de contas, tendo sido dado início também a uma mudança estratégica no sentido de se obterem fontes de financiamento mais diversificadas e sustentáveis.

Permitam-me que o felicite, manifestando ao mesmo tempo a nossa confiança de que exercerá as suas funções com zelo, dedicação e eficiência, de modo que a OEACP supere as suas principais dificuldades e realize os seus grandes objectivos, sem grandes constrangimentos.

No contexto actual deste mundo convulsivo em que vivemos, carregado de incertezas quanto ao futuro, só a unidade, a acção coordenada e corajosa dos nossos países e dos povos do planeta, de uma maneira geral, se constituirão na força motriz para o mundo voltar às relações de cooperação com benefícios recíprocos, à defesa dos interesses colectivos de segurança, ao funcionamento regular da economia global, à protecção do Ambiente, à paz, à estabilidade e ao respeito e rigorosa observância das normas do Direito Internacional.

Nós, os povos de África, das Caraíbas e do Pacífico, por termos vivido durante séculos uma amarga experiência, sabemos que as mesmas motivações que estiveram na base do colonialismo, o do controlo e pilhagem de nossas riquezas, persiste infelizmente nos dias de hoje em pleno século XXI.

Hoje com os mais diferentes argumentos, mas com os mesmos objectivos, os do controlo das principais fontes energéticas do planeta, do petróleo, do gás e dos minerais críticos e estratégicos, fazem-se intervenções militares em qualquer ponto do planeta.

O mundo transformou-se numa selva, onde qualquer superpotência evoca um direito inexistente à luz do Direito Internacional, o do ataque preventivo, suportado apenas na presunção de que alguém se está a preparar para me atacar e destruir. Foi assim no Iraque, onde nada se provou, e agora no Irão.

O mundo não suporta por muito mais tempo o agravar das crises de segurança, humanitária, energética, alimentar e climática, todas elas causadas pela acção irresponsável do Homem.

A navegação marítima, o transporte aéreo internacional, o turismo, o comércio internacional, a cadeia logística de peças, componentes e matérias-primas essenciais ao funcionamento das indústrias, estão todos à beira do colapso. A economia mundial corre o sério risco de entrar em profunda recessão.

Quem vai assumir a responsabilidade final desta hecatombe, que não é mais uma previsão, já é uma triste realidade?

Todos somos chamados a fazer alguma coisa para mudar o actual estado das coisas, começando por exigir o fim das guerras em África, na Europa e no Médio Oriente.
Somos uma Organização constituída por 79 nações deste planeta e devemos, por isso, zelar para termos voz activa e um papel actuante na abordagem das grandes questões globais, para que os nossos pontos de vista sejam tidos em linha de conta na busca das soluções para os graves problemas que afectam de forma cada vez mais ameaçadora a segurança e a paz mundial.

Excelências,

No quadro do tema a que esta Cimeira se subordina, “Uma OEACP transformada e renovada num mundo em mutação”, assume a condução dos nossos destinos a partir de hoje Sua Excelência Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, Presidente da República da Guiné Equatorial, a quem passo a presidência rotativa da nossa Organização, seguro de que a deixo em boas mãos e com a convicção de que, sob a Sua liderança, esta Instituição continuará a desempenhar com dinamismo o seu papel relevante na identificação e solução dos grandes problemas com que os nossos países se debatem.

Considero que o tema desta Cimeira nos coloca diante de um grande desafio, por constituir um apelo claro à acção positiva e transformadora, tendo em vista a modernização das estruturas, a inovação dos métodos de trabalho e o reforço da nossa influência política, dentro de um quadro em que devemos assumir o compromisso colectivo de aprofundar a solidariedade entre África, Caraíbas e o Pacífico e projectar uma visão comum de desenvolvimento sustentável, prosperidade partilhada e dignidade para os nossos povos.

Excelências,

Ao chegar ao fim de três anos de trabalho, apoiado pela grande equipa que integra o Secretariado da OEACP, quero deixar uma palavra de apreço a este conjunto de pessoas que não pouparam esforços para colocar ao serviço da nossa Organização o seu dinamismo, empenho e profissionalismo, para que conseguíssemos chegar até aqui com o respeitável legado que transmito ao meu sucessor.

Muito obrigado pelo vosso apoio e faço votos de que continuem a desempenhar com a mesma eficácia e dedicação o vosso trabalho nesta nossa importante Organização.

Muito obrigado pela vossa atenção!

Fonte: CIPRA

australia.mirex.gov.ao Embaixador da República de Angola na Austrália

António Luvualu de Carvalho



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