Notícias



Clique para assistir o vídeo!

Apresentação do Título do Vídeo

Governo 26-08-2026
ANGOLA DAY NO ÁFRICA DOWN UNDER

IMPORTÂNCIA GEOPOLÍTICA E GEO-ESTRATEGICA DE ANGOLA, DESTACADA EM CONFERÊNCIA NA AUSTRÁLIA

A Embaixada de Angola na Comunidade da Austrália, em parceria com o Instituto Australiano de Relações Internacionais Western Australia, realizam no próximo dia 3 de Setembro, a Conferência, África Geopolitical Update, evento inserido no Programa Oficial do Angola Day, no África Down Under, maior Conferência sobre o sector mineiro africano, realizada fora do Continente africano, e que este ano, assinala a sua 24° Edição, de 2 a 4 de Setembro.

A Conferência África Geopolitical Update, terá como objectivo principal, promover uma análise estratégica, sobre Geopolítica, Minerais Críticos e Estratégicos, bem como projectará, o futuro das Relações bilaterais, entre o Continente Africano, e a Austrália.

O evento, contará com uma intervenção inicial do Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola na Comunidade da Austrália, António Luvualu de Carvalho, que apresentará, os principais projectos estruturantes do nosso país nos últimos anos, tanto os já em funcionamento, como os em fase de conclusão, nos Sectores dos Transportes, Infraestruturas logísticas, Energia, Minas, Petróleo e Gás, tais como: O Corredor do Lobito, o Novo Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto, o Aproveitamento Hidroeléctrico de Caculo Cabaça, as Refinarias de Cabinda e do Lobito, os projectos Petrolíferos Kaminho e o Projecto Integrado Agogo e Ndungu, e outros de igual relevância.

A Conferência, terá moderação do Presidente do Instituto Australiano de Relações Internacionais Western Australia, Dr. Brendan Augustin, e contará com um painel académico, com a seguinte composição:

- Dra. Beverly Ochieng- Analista Sénior do Serviço de Análise de Riscos Globais da Consultora Control Risks. Reside em Dakar, Senegal, a Dra. Beverly Ochieng, é responsável pelo dossie e análise da África francófona, dentro da equipa da África Subsaariana. Como parte do seu trabalho, coordena o acompanhamento das tendências políticas, económicas e de segurança de 15 nações africanas francófonas, acompanhado igualmente a
dinâmica socioeconómica no Sahel e na geopolítica regional;
- Professor João Manuel da Costa Canoquena, Ph.D- Académico, autor e especialista em Políticas Públicas angolano, radicado na Austrália desde a década de 1990, cujo trabalho se centra na Governação, na Economia Política, na Construção do Estado e no papel da evolução de África no sistema internacional;
-
- Professor James Boafo, Ph.D - Docente de Sustentabilidade e Investigador Associado no Centro de Investigação do Indo-Pacífico da Universidade Murdoch da Austrália.
-
Tem como áreas de especialização, as transições para a sustentabilidade, com um foco particular nas Transições Climáticas e Energéticas, os Minerais Críticos, a Governação, e a Economia Política, aplicada à extracção de recursos.

Esta Conferência, fará parte do Programa Oficial do África Down Under, que nos seus 24 anos de existência, contará pela primeira vez, com um dia inteiramente dedicado à promoção da República de Angola, o Angola Day, que terá como seu ponto mais alto, a realização do Primeiro Fórum Empresarial Austrália/ Angola, na tarde do dia 3 de Setembro.

Fonte: SECTOR DE IMPRENSA
Governo 24-08-2026
DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, JOÃO LOURENÇO, APÓS INAUGURAÇÃO E VISITA AO PALÁCIO DE CONVENÇÕES DE LUANDA 24 DE AGOSTO DE 2026

TPA - Muito bom dia, Senhor Presidente! Acompanhou as diversas fases da obra, com visitas de constatação in loco. Hoje, no dia em que este Palácio de Convenções é inaugurado, diante do que viu, na curta visita que fez às instalações, com que sentimento sai? Ou seja, esta é daquelas obras sobre as quais valeu a pena apostar em termos de investimento?

PR - Muito bom dia a todos os jornalistas e a todos os presentes, entidades e convidados.

Com certeza que o sentimento é de satisfação em vermos finalmente inaugurado este grande empreendimento, que já estava a fazer falta para um país como Angola, sobretudo no momento em que se abriu ao mundo. Como consequência disso, tem conseguido atrair, particularmente para a sua capital, Luanda, importantes eventos internacionais. Não vou citar aqui aqueles que já tiveram lugar nos últimos dois anos e são do conhecimento público. A diferença é que, infelizmente, nessa altura não tínhamos outra alternativa senão albergar esses mesmos eventos ou em tendas ou em hotéis.

Vamos continuar a utilizar ainda os hotéis, mas desta vez apenas para alojar os delegados. Quanto ao local de trabalho, passará a ser, daqui para frente, esta instalação que acabámos de inaugurar, que tem não apenas capacidade, mas todas as condições de trabalho e de conforto para os delegados de conferências, quer de carácter político, económico, empresarial, cultural, científico.

Portanto, todos eles vão encontrar neste espaço, sem sombra de dúvidas, as melhores condições possíveis.

Na apresentação da instalação, falou-se de um anfiteatro com uma capacidade para três mil lugares, que desta vez não visitámos, mas a Cimeira da União Africana, que vai ter lugar aqui no fim-de-semana, os delegados já vão poder ver o anfiteatro.

Acabámos de visitar - foi o último ponto - o Salão Oval, que muito nos orgulha.

Falou-se de oito salas de trabalho, mas, na realidade, não são oito, são 12 salas de trabalho. Há quatro que não ficaram prontas, mas ficarão muito em breve, por sinal, as de maior capacidade, sendo uma delas de 500 lugares, uma de 250 lugares e as outras duas de 150 lugares, cada uma delas.
Portanto, isto vem dignificar o país, mas vem dignificar, sobretudo, a cidade de Luanda.

TV ZIMBO - Excelência, está inaugurado o Palácio de Convenções de Luanda. O Presidente da República acaba de descrever aqui, de forma muito detalhada, as componentes técnicas que conformam esta imponente e importante infra-estrutura estratégica do Executivo Angolano.
Pergunto: com base nestas valências, existe já alguma orientação para a atracção de grandes eventos internacionais, sobretudo cá, no nosso país, e desta forma se projectar ainda mais a imagem de Angola na arena internacional?

PR - Sim. A missão está dada ao Executivo no geral, mas muito em particular ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Turismo e aos outros sectores que podem, com as suas congéneres internacionais, atrair conferências aqui para Luanda, utilizando estas instalações. Aliás, isso é algo que vimos fazendo mesmo antes da conclusão das instalações.

Na fase final das obras, houve já muitas organizações internacionais que vieram visitar [o Palácio de Convenções] mesmo estando ainda em obras. Qualquer uma delas, das que passaram por aqui, com certeza que aprovaram o projecto e mostraram-se interessadas em trazer as suas organizações para cá.

RNA - Depois da dinâmica que tem sido aplicada pessoalmente pelo Presidente também para o sector do turismo, podemos considerar que, com a inauguração do Palácio de Convenções, aqui na Chicala, temos tudo pronto para que, de facto, o turismo de negócios e o turismo de eventos possam acontecer?

PR - Não basta ter este centro. Este centro é parte da solução, mas há algo que ainda nos falta, e daí fazermos o desafio ao sector privado. É momento de começarem a investir seriamente na hotelaria.
Todos os que utilizarem estas instalações vão precisar de estar condignamente alojados. Luanda é uma cidade capital que tem poucos hotéis. Temos o Intercontinental, o Epic Sana, o Hotel Presidente, o Hotel Bahia e pouco mais…
Há um déficit de hotéis na cidade de Luanda. Esta é a oportunidade para o sector privado investir em hotelaria. Embora tivéssemos ouvido na apresentação que o projecto privado que vai nascer aqui à volta deste centro compreende também a construção de hotéis e restaurantes, mas, de qualquer forma, continua a ser insuficiente. A cidade em si precisa de ter muito mais hotéis.

REDE GIRASSOL - Angola sai da marca de destino desconhecido e passa agora a atingir a marca de destino emergente, conforme avançou o Ministério do Turismo. Isto foi de acordo com vários pressupostos, dentre eles a massificação da marca Visit Angola. Mas segundo o mesmo Ministério, nesta altura o desafio passa pela dinamização do sector com a captação de investimento privado. A pergunta que colocamos, enquanto Rede Girassol é: que nível de prontidão Angola tem para a captação desses investimentos privados?

PR - Todo o investimento que vier será sempre insuficiente. Uma vez que o nosso turismo é nascente, o que temos de turismo para as potencialidades que existem para o nosso país é quase nada, de forma que Angola está preparada para receber o máximo de investimento privado no sector do turismo.

Mas a data de corte não pode ser considerada o dia de hoje, com a inauguração desta infra-estrutura. A data de corte começa a partir do momento em que fomos mudando o ambiente de negócios em Angola. E as coisas vão acontecendo de forma gradual. Portanto, isso não acontece num dia.

A partir do momento em que demos início ao combate à corrupção, a partir do momento em que demos isenção de vistos a cidadãos de cerca de 90 países do mundo, a partir do momento em que fizemos reformas no sentido de reduzir a burocracia na constituição de empresas e na forma de se fazer negócios em Angola…Este chamamento ao turismo e, de uma forma geral, ao investimento privado estrangeiro, começou já há alguns anos.

À medida que o tempo for passando, vai se consolidando. E hoje é muito mais visível, digamos, a confiança que os investidores estrangeiros têm em investir em vários domínios aqui no nosso país, também no sector do turismo.
Muito obrigado!

Fonte: CIPRA

australia.mirex.gov.ao Embaixador da República de Angola na Austrália

António Luvualu de Carvalho



Canais de Atendimento


Parceiros